Inevitável Ecos da consciência
Como apagar alguém da memória? Como esquecer cenas inteiras de intimidade, de leveza e também de desencanto que... será que vou adoecer de novo? Será que é assim, vai ser sempre assim? Na mesma cidade. Em outro bairro. No mesmo espaço. Com a distância calculada de algumas horas. O tempo. Será que só o tempo vai me curar de você de uma vez por todas? Porque simplesmente não te esqueço, como você me esqueceu? Minhas mãos tremem desde ontem. Voltei a ter aquela respiração meio-ofegante e não me alimento desde mesmo sem dizer adeus? O chão se abre e se fecha cada vez que penso em continuidade. Nunca fui bom com os finais. Lembra? Pra mim eles são sempre desiguais. E agora fico à mercê do tempo. Logo do tempo. E da misericórdia dos dias melhores que ainda virão.
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