Um grande equívoco (?)
Uma amiga mandou um e-mail pra mim, daqueles questionários típicos que circulam pela internet e, ao lê-lo, fiquei pensando sobre uma das respostas que ela deu:Amaste tanto alguém que choraste muito por ele(a)?
Amor não faz chorar. Se causou dor, não foi amor.
Será mesmo? Esta questão martelou muito na minha cabeça nestes últimos dias. Pôxa, se eu for dar crédito a esta afirmação vou dizer que os últimos 8 anos da minha vida foram uma ilusão. Acreditei durante este período que amava profundamente, que vivenciava o melhor dos momentos e o mais intenso dos sentimentos. Entretanto, me cabe assumir: em muitas oportunidades ele me causou dor. E ainda causa.
Como 1+1 ainda resulta em 2, conclui-se então que não foi amor?
Quando alterei meu rumo, segui por um caminho obscuro, incerto, mas extremamente prazeroso, que me completava e dava sentido a minha vida, estava fazendo tudo isso por algo que só na minha mente (ou coração?!?) era amor?
Honestamente, não creio. O amor é maravilhoso, mas não é perfeito. Ele é único entre os sentimentos e é também único entre as pessoas. É como o DNA, a impressão digital. Não se repete, não há paralelo. Cada um tem o seu, exclusivo, à sua maneira. E, de peito aberto, posso dizer: o meu doeu forte, no fundo. Uma dor ácida, irremediável, quase física. Contudo não deixou de ser a mais maravilhosa das minhas experiências. Não o descarto. Nunca. Não quero passar pelo Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças e apága-lo da minha memória. Mesmo porque, certos brilhos são realmente eternos.
Posso estar enganado, mas prefiro acreditar que amei intensa e profundamente!
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