Amor
Quando se fala em amor, todos pensam logo no amor romântico; aquele em que as pessoas idealizam o parceiro, acreditando que a partir desse encontro estarão completas, nada mais lhes faltando, porque os dois vão se transformar num só. Afinal, encontraram a pessoa certa... O outro se torna a coisa mais importante da vida, e nada parece ter sentido sem a sua presença. O problema é que aprendemos a acreditar que esse tipo de amor é o amor verdadeiro. É um equívoco que gera muita infelicidade e frustração na vida das pessoas, impedindo-as de experimentar uma relação amorosa autêntica.
No início nos sentimos enlevados; o mito do amor romântico lança um encanto sobre nós. Mas com a convivência ocorre o desencanto, isto é, acabamos percebemos que o outro não é a personificação de nossas fantasias. Ficamos ressentidos, somos tomados por uma sensação de fracasso, e reagimos como se tivesse ocorrido uma desgraça. Geralmente culpamos o outro. Mas após cada decepção juntamos nossas forças e partimos em busca de outra pessoa que nos permita viver novamente essa exaltação. Será que não está na hora de perceber que somos nós que precisamos modificar nossas próprias atitudes inconscientes — as expectativas que alimentamos e as exigências que impomos aos nossos relacionamentos?
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