A Arte de Viver
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A tevê mostrou-lhe o corpo, fotos diversas, e deixou-nos uma inequívoca certeza: a mocinha mais parecia uma lutadora de lutas greco-romanas do que uma jovem da idade dela. Tinha o corpo "deformado" por anabolizantes e exercícios físicos que escapavam à sanidade. Muito comum.
Já disse aqui que não creio no destino, não num destino dado por Deus, seria tolice e baita patifaria de Deus se ele nos tivesse mandado à vida para interpretar papéis "menores" ou de graves sofrimentos. Não, nada disso. O "destino" nós fazemos.
Sim, eu sei, pai e mãe, avós, os mais velhos que cercam a criança na primeira infância têm rematadas culpas sobre as nossas estupidezes no pensar da vida adulta. Quer dizer, o nosso "destino" não resulta apenas do nosso livre arbítrio, tem muito de condicionamentos da infância. Difícil sair deles mais tarde, na vida adulta. De qualquer sorte, temos liberdade para — pela consciência adulta — dar um jeito nos males que nos fizeram no berço.
A mocinha de que falo vivia sem a mãe por perto. A mãe "trabalhava" nos EUA. E a garota queria ser bonita, mais do que bonita, um encanto. Coitadinha, que modo torto de ver encantos em si mesma e na vida, que modo torto.
Pois a menina, você sabe, morreu, morreu de um estranho colapso quando passava por uma tatuagem, outro sinal de estupidez sem fronteiras. É uma estupidez transformar o corpo em muro de penitenciária, cheio de riscos, desenhos e tolices inapagáveis, mas cada um, cada um...
Vim até aqui para dizer da frase de um livro, livro que traz por título A Arte de Viver. Dizem que é inspirado no filósofo grego Epicteto, dizem. A certa altura no livro, lê-se: "Aqueles que são moralmente destreinados gastam um tempo desmedido com seus corpos..." Está na página 57. Irretocável a sentença.
Se a mocinha que dedicou a vida a esculpir o corpo tivesse dedicado um certo tempo diário a melhorar a cabeça, a enriquecer a mente, a tornar-se moralmente melhor, ah, morreria de velha linda, cada vez mais bonita.
Mas vá dizer isso para essa pobre gente que só cuida do corpo e nada da mente, vá. Ficam furiosos com você, o mandam longe, coitados, não veem que o aviso é para o bem. Fazer o quê? Quem corre por seu gosto não se deve queixar de cansaço. Escrevemos o nosso "destino" para a destruição estúpida ou para a vida de belezas.
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Visite também nosso Site: www.cbamt.com.br
Já disse aqui que não creio no destino, não num destino dado por Deus, seria tolice e baita patifaria de Deus se ele nos tivesse mandado à vida para interpretar papéis "menores" ou de graves sofrimentos. Não, nada disso. O "destino" nós fazemos.
Sim, eu sei, pai e mãe, avós, os mais velhos que cercam a criança na primeira infância têm rematadas culpas sobre as nossas estupidezes no pensar da vida adulta. Quer dizer, o nosso "destino" não resulta apenas do nosso livre arbítrio, tem muito de condicionamentos da infância. Difícil sair deles mais tarde, na vida adulta. De qualquer sorte, temos liberdade para — pela consciência adulta — dar um jeito nos males que nos fizeram no berço.
A mocinha de que falo vivia sem a mãe por perto. A mãe "trabalhava" nos EUA. E a garota queria ser bonita, mais do que bonita, um encanto. Coitadinha, que modo torto de ver encantos em si mesma e na vida, que modo torto.
Pois a menina, você sabe, morreu, morreu de um estranho colapso quando passava por uma tatuagem, outro sinal de estupidez sem fronteiras. É uma estupidez transformar o corpo em muro de penitenciária, cheio de riscos, desenhos e tolices inapagáveis, mas cada um, cada um...
Vim até aqui para dizer da frase de um livro, livro que traz por título A Arte de Viver. Dizem que é inspirado no filósofo grego Epicteto, dizem. A certa altura no livro, lê-se: "Aqueles que são moralmente destreinados gastam um tempo desmedido com seus corpos..." Está na página 57. Irretocável a sentença.
Se a mocinha que dedicou a vida a esculpir o corpo tivesse dedicado um certo tempo diário a melhorar a cabeça, a enriquecer a mente, a tornar-se moralmente melhor, ah, morreria de velha linda, cada vez mais bonita.
Mas vá dizer isso para essa pobre gente que só cuida do corpo e nada da mente, vá. Ficam furiosos com você, o mandam longe, coitados, não veem que o aviso é para o bem. Fazer o quê? Quem corre por seu gosto não se deve queixar de cansaço. Escrevemos o nosso "destino" para a destruição estúpida ou para a vida de belezas.
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