Lara Matana

DEVOÇÃO I





APRESENTAÇÃO


Lara Donatoni Matana apresenta uma obra pendular, entre o controle formal e a intuição; procura expressar-se com intensidade poética e uma obsessão metafísica presente em todos os seus trabalhos. Seja no uso de materiais orgânicos, como a madeira (em 2001), na apropriação da energia dos cristais (em 2002) nos trabalhos onde procura uma união alquímica dos opostos, nas telas onde propõe uma saturação da cor e na vibração de sua pintura, existe a fidelidade ao mesmo fio de raciocínio. Em alguns momentos pode-se alinhar a obra de Lara Donatoni Matana a outras expressões nacionais ou interncionais de artistas que exploram essa ou aquela linguagem simultaneamente, porém seu caminho sempre extremamente interiorizado e solitário. As correspondências, quando existem, foram questão de sincronicidade (conciente coletivo) e não de filiação específica.



HISTÓRICO


Início dos estudos da arte em 1992, buscando expressões abstratas em 1995 com vários materiais e cores. Morou em Curitiba em 1996 e 1997 o que possibilitou intenso contato com o mundo artístico e artistas com N formas de expressão. De 2000 à 2002, freqüenta assiduamente a cidade de Belo Horizonte em busca das poéticas em abstração formal que a capital mineira exala sobre a arte brasileira, e de lá que veio a inspiração, o desejo de trabalhar com a madeira; visitando exposições, museus e disigners, sentiu a beleza, a leveza, a singularidade e as infinitas possibilidades que a madeira propicia. Nasceu então uma relação da artista com a natureza, em sua relação mais vital e profunda. A uma cumplicidade com a natureza, essa provedora de matéria, de história. Aqui não será somente o trabalho artesanal, há a consideração do que foi vivo; sua consistência especificidade as contingências desse ser transformado no tempo; há uma relação “existencial” entre a artista e a matéria de sua invenção, que as conduz a misteriosas instâncias, construídas de acasos e intuições, onde aí a artista acionará seu laborioso processo ordenador. A matéria, o tronco, as salivas, é de um ser que tivera existência prolongada por centenas de anos... A artista cabe compreendê-los e pela arte reconduzi-los a vida.






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